quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nos 30 anos da Mandragora




A Associação Mandragora faz 30 anos de actividade, é um dos grupos culturais independentes mais antigos e aquele que no nosso ponto de vista apresenta uma produção mais coerente e original.


Dedicado a pesquisa das novas formas de arte ,na sequência do trabalho dum Ernesto de Sousa ,Helena Almeida, Alberto Pimenta e Fernando Aguiar para só falar de alguns dos mais notáveis Portugueses

Pertence ao grupo dos primeiros “operadores estéticos” designação que quis por termo a uma tradição romântica e individualista baseada no mito do génio de nítidos propósitos reaccionários e comerciais


Baseada no trabalho de criação interactivo e colectivo, a Mandragora, realizou centenas de trabalhos de performance, editou livros e publica regularmente a revista Bicicleta, onde participam autores de varias nacionalidades ligados à performance, mail art, poesia visual etc...

Colaboradora da Associação de Artistas Plásticos do Algarve no Projecto ArtSerieS actuou recentemente em Faro no IPJ

Ao seu principal mentor Manuel Almeida e Sousa e aos seus colaboradores, vai o nosso abraço e o desejo de muitos e bons projectos ...e que já agora sejam no Algarve!

quinta-feira, 7 de maio de 2009



Nas Comemorações dos 10 anos da Bienal de Faro, Arte Contemporânea Algarve Andaluzia-1999, evento inédito e decisivo na história da cultura artística do Algarve e do País, pelo facto de unir as duas regiões; Algarve e Andaluzia,

A Associação de Artistas Plásticos do Algarve e Amigos da Arte (AAPAA), levou o nome de Faro e o Algarve ao mundo, através da participação na feira ARCO em Madrid.
A nossa Capital foi notícia no jornal do evento, também numa conferência de imprensa, e com a participação de um conjunto de artistas de nível e carreira internacionais que nos seus currículos continuamos a levar o nome de Faro além fronteiras.




Apesar de tudo, continua pobre o reconhecimento no público em geral e, até, em algumas instituições que deviam tutelar e acarinhar a actividade criativa
Area essencial a uma vida cívica rica e construtiva, necessitamos investir mais e melhor no campo da cidadania que é, no nosso entender, o verdadeiro e primordial território de intervenção artístico.
Cabe ao associativismo o papel de animar e precaver os atropelos que o mundo dos criadores autenticos sofre, pela natureza intrínseca da criação e pela tendência reaccionária que caracteriza o poder nas sociedades de classes, como o é, a que ainda vivemos.

País praticamente sem uma classe media culta que, sustenha um clima democrático, sem o qual o autocracismo encontra terreno para se impor, como se vem acontecendo nas políticas culturais que desde o fascismo, salvo raríssimas excepções, instituem tutelas não dialogantes pouco cultas e ligadas a interesses economicos maioritariamente conservadores e arrogantes .

Conscientes da minoria que representamos e, no intuito de dar resposta a este estado de coisas criamos o projecto:

ARTSERIES dedicado a todos aqueles que querem aprofundar o entendimento do fazer artístico e do seu reflexo na vida de todos os dias e nas mentalidades que povoam o nosso quotidiano, tantas vezes em ruptura com as realidades contemporâneas

A 1ª sessão terá lugar dia 9 de Maio, integrado no programa Maio Jovem do Instituto Português da Juventude e é dedicado à Performance, disciplina derivada da necessidade do artista se sobrepor ao ”ruído” da sociedade consumista e de espectáculo virada para a diletância e vedetismo, das marcas ,das aparências ,para o canibalismo cultural -populista pós-moderno, e das suas industrias de entretenimento e alienação de que Faro e o Algarve começam a ser vítimas demasiado fáceis.

Convidamos Fernando Aguiar, Manuel Almeida e Sousa e grupo Mandragora, três dos mais coerentes e consistentes projectos da “velha guarda”, mas sempre actuais e acompanhados pelas novas gerações de performers

Pelas18 horas inaugura a exposição de pintura de Almeida e Sousa e a partir das 21 horas inicia-se o programa de videoart, acções e performance.

Convidamos todos os que pensam que a arte è mais do que pendurar quadros na parede ou, mero entretenimento, a assistir e participar neste evento inédito em Faro.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

dia 9 de Maio no IPJ em FARO


pelas 18 horas inaugura:

ANTOLOGIA
Quatro vivos e um morto

l. Almeida e Sousa ou o retorno das fadas
Almeida e Sousa acentua mais ou menos conscientemente o contraste entre a reposição parcial da antiga legibilidade e o exterior atmosférico a que usa chamar-se passado.
É, obviamente, um exilado da tal pintura de tradição. Os seus quadros assemelham-se a violentas sacudidelas na sua vida de pessoa que intervém mediante os materiais, os traços, a cor ou a ausência de cor, na sequência do quotidiano. É o acaso que o motiva ou, pelo contrário, é uma deliberada atenção a tudo o que o rodeia? Que possui bons olhos de pintor e independência de espírito - e de razão conceptual - não sofre dúvida. Ele subverte - e nas suas colagens isso é muito perceptível - muito do tempo presente. Mas isso é evidentemente uma busca lúcida do futuro.
Almeida e Sousa é pois uma espécie de antiquário (no entreposto que é a pintura intemporal) cuja paixão de sonhador activo o leva a incendiar o coração das recordações. Por isso as suas diversas representações exteriores - encenadas no interior que como ser humano lhe pertence -são parte de um universo que, como testemunha invisível, nos mostra as habituais e inúmeras servidões da humanidade.
Este pintor devolve a dignidade ao detrito, ao inacabado, a uma espécie muito peculiar de vazio que, no fundo, é uma concepção espacial de presente, de tempo presente. Procede a uma espécie de decantação da matéria afastada da obra alquímica que é pintar, fazer, elaborar com as formas do mundo.
Os velhos mitos são agora como imagens fixas: amores, recordações, viagens e amarguras, todas as representações de um universo de relação - vão desaparecendo lentamente, vão-se transformando em ausências no interior do jogo a que o pintor se entrega. Gostaria que se pudesse entender, daqui a muitos anos, que a principal aposta deste nostálgico de planetas perdidos, deste pacífico sonhador com rosto de flibusteiro, assentava na tentativa paciente e devotada de colocar na natureza-morta da existência o perfil surpreendido e desconstruído duma guitarra maravilhosa ou de um animal favorito. Ou de um qualquer sinal de iniciação para todos os que não se rendem à incapacidade de entender.
Se as ilusões se pagam caro, não é uma qualquer modulação espacio-temporal que vai salvar o que ficou pendurado nos ramos da árvore da sabedoria. Almeida e Sousa, à sua maneira, aí está para o testemunhar.


Nicolau Saião



ás 21 Horas no auditório do IPJ
FERNANDO AGUIAR,ALMEIDA E SOUSA,BRUNO VILÃO e MANDRAGORA

sexta-feira, 3 de abril de 2009

M.A.S.


Manuel Almeida e SousaN. Cascais 1947 Fazedor de coisas (simples) e criador de canídeos. Passou por vários sítios incluindo a Escola Superior de Teatro e Cinema. É fundador do projecto associativo Mandrágora onde encenou e actuou como “figurante”. Já pintou, desenhou e fez revistas - entre elas a "Bicicleta".

Desde 1972 que se dedica à poesia experimental e visualutilizando os mais diversos suportes. Publicou 18 livros, Realizou 31 exposições individuais e participou em cerca de 430 exposições colectivas. Desde 1983 apresentou mais de 100 performances poéticas em vários países europeus, Canadá, México, Brasil, U.S.A., Japão, Colômbia e em Cuba.Organizou diversas exposições e Festivais de Poesia e dePerformance em Portugal, Itália, França e no Brasil.Principais livros:- “O DEDO”, ed. Autor, Lisboa, 1981.- “REDE DE CANALIZAÇÃO”, ed. Câmara Municipal de Almada, 1987.- “MINIMAL POEMS”, ed. Experimentelle poetry, Siegen, Alemanha, 1994.- “OS OLHOS QUE O NOSSO OLHAR NÃO VÊ”, ed. Associação Poesia Viva, Lisboa, 1999.- “A ESSÊNCIA DOS SENTIDOS”, ed. Associação Poesia Viva, Lisboa, 2001
FERNANDO AGUIAR
F. Aguiar realizou 32 exposições individuais em Portugal, Espanha, Itália, Hungria, Polónia, e no México, e nos últimos anos participou em exposições colectivas no Museu de Serralves (Porto), Museu Vostell Malpartida (Cáceres), Museo Ideale Leonardo da Vinci (Itália) e no Centro Andaluz de Arte Contemporâneo (Sevilha). São ainda de referir as suas participações em Festivais na secção “Extra 50” da 50ª. Bienal de Veneza, na 8ª. Bienal de Havana (Cuba), no IVAM – Institut Valencià D’Art Modern (Valência), Musée D’Art Comteporain (Marselha), Hong Kong Arts Centre (Hong Kong), Círculo de Bellas Artes de Madrid, e no Reykjavik Art Museum (Islândia).

no IPJ




>APPA series
è um programa que visa divulgar a arte experimental <


)APA Artseries nº1 (

Poesia VIVA/Poesia no CONCRETO:


fernando aguiar

m.a.s. ( manuel almeida e sousa)

mandragora


...........videoperformances
.......instalações
.....................mostra de livros e revistas


,,,,,,,,,.no auditório & átrio do IPJ

organização....... APA Art series
colaboração:mandragora,ass Poesia viva,IPJ