quinta-feira, 16 de abril de 2009

dia 9 de Maio no IPJ em FARO


pelas 18 horas inaugura:

ANTOLOGIA
Quatro vivos e um morto

l. Almeida e Sousa ou o retorno das fadas
Almeida e Sousa acentua mais ou menos conscientemente o contraste entre a reposição parcial da antiga legibilidade e o exterior atmosférico a que usa chamar-se passado.
É, obviamente, um exilado da tal pintura de tradição. Os seus quadros assemelham-se a violentas sacudidelas na sua vida de pessoa que intervém mediante os materiais, os traços, a cor ou a ausência de cor, na sequência do quotidiano. É o acaso que o motiva ou, pelo contrário, é uma deliberada atenção a tudo o que o rodeia? Que possui bons olhos de pintor e independência de espírito - e de razão conceptual - não sofre dúvida. Ele subverte - e nas suas colagens isso é muito perceptível - muito do tempo presente. Mas isso é evidentemente uma busca lúcida do futuro.
Almeida e Sousa é pois uma espécie de antiquário (no entreposto que é a pintura intemporal) cuja paixão de sonhador activo o leva a incendiar o coração das recordações. Por isso as suas diversas representações exteriores - encenadas no interior que como ser humano lhe pertence -são parte de um universo que, como testemunha invisível, nos mostra as habituais e inúmeras servidões da humanidade.
Este pintor devolve a dignidade ao detrito, ao inacabado, a uma espécie muito peculiar de vazio que, no fundo, é uma concepção espacial de presente, de tempo presente. Procede a uma espécie de decantação da matéria afastada da obra alquímica que é pintar, fazer, elaborar com as formas do mundo.
Os velhos mitos são agora como imagens fixas: amores, recordações, viagens e amarguras, todas as representações de um universo de relação - vão desaparecendo lentamente, vão-se transformando em ausências no interior do jogo a que o pintor se entrega. Gostaria que se pudesse entender, daqui a muitos anos, que a principal aposta deste nostálgico de planetas perdidos, deste pacífico sonhador com rosto de flibusteiro, assentava na tentativa paciente e devotada de colocar na natureza-morta da existência o perfil surpreendido e desconstruído duma guitarra maravilhosa ou de um animal favorito. Ou de um qualquer sinal de iniciação para todos os que não se rendem à incapacidade de entender.
Se as ilusões se pagam caro, não é uma qualquer modulação espacio-temporal que vai salvar o que ficou pendurado nos ramos da árvore da sabedoria. Almeida e Sousa, à sua maneira, aí está para o testemunhar.


Nicolau Saião



ás 21 Horas no auditório do IPJ
FERNANDO AGUIAR,ALMEIDA E SOUSA,BRUNO VILÃO e MANDRAGORA

sexta-feira, 3 de abril de 2009

M.A.S.


Manuel Almeida e SousaN. Cascais 1947 Fazedor de coisas (simples) e criador de canídeos. Passou por vários sítios incluindo a Escola Superior de Teatro e Cinema. É fundador do projecto associativo Mandrágora onde encenou e actuou como “figurante”. Já pintou, desenhou e fez revistas - entre elas a "Bicicleta".

Desde 1972 que se dedica à poesia experimental e visualutilizando os mais diversos suportes. Publicou 18 livros, Realizou 31 exposições individuais e participou em cerca de 430 exposições colectivas. Desde 1983 apresentou mais de 100 performances poéticas em vários países europeus, Canadá, México, Brasil, U.S.A., Japão, Colômbia e em Cuba.Organizou diversas exposições e Festivais de Poesia e dePerformance em Portugal, Itália, França e no Brasil.Principais livros:- “O DEDO”, ed. Autor, Lisboa, 1981.- “REDE DE CANALIZAÇÃO”, ed. Câmara Municipal de Almada, 1987.- “MINIMAL POEMS”, ed. Experimentelle poetry, Siegen, Alemanha, 1994.- “OS OLHOS QUE O NOSSO OLHAR NÃO VÊ”, ed. Associação Poesia Viva, Lisboa, 1999.- “A ESSÊNCIA DOS SENTIDOS”, ed. Associação Poesia Viva, Lisboa, 2001
FERNANDO AGUIAR
F. Aguiar realizou 32 exposições individuais em Portugal, Espanha, Itália, Hungria, Polónia, e no México, e nos últimos anos participou em exposições colectivas no Museu de Serralves (Porto), Museu Vostell Malpartida (Cáceres), Museo Ideale Leonardo da Vinci (Itália) e no Centro Andaluz de Arte Contemporâneo (Sevilha). São ainda de referir as suas participações em Festivais na secção “Extra 50” da 50ª. Bienal de Veneza, na 8ª. Bienal de Havana (Cuba), no IVAM – Institut Valencià D’Art Modern (Valência), Musée D’Art Comteporain (Marselha), Hong Kong Arts Centre (Hong Kong), Círculo de Bellas Artes de Madrid, e no Reykjavik Art Museum (Islândia).

no IPJ




>APPA series
è um programa que visa divulgar a arte experimental <


)APA Artseries nº1 (

Poesia VIVA/Poesia no CONCRETO:


fernando aguiar

m.a.s. ( manuel almeida e sousa)

mandragora


...........videoperformances
.......instalações
.....................mostra de livros e revistas


,,,,,,,,,.no auditório & átrio do IPJ

organização....... APA Art series
colaboração:mandragora,ass Poesia viva,IPJ